Um dia de reflexão, debates e manifestações culturais. Assim é celebrado, em todo o Brasil, o Dia da Consciência Negra. A data, de 1695, marca a morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência do negro no Brasil, e nos remete à uma triste constatação: a falta de conscientização e o enraizado preconceito que ainda permanece na sociedade.
Temas que ainda geram polêmica como as cotas em universidades, dividem opiniões, pondo à prova o conhecimento das reais necessidades que o Brasil enfrenta atualmente. Num país em que apenas pequena parcela da população se declara negra, as ações são ainda mais urgentes, não só para mudar essa “inconsciência negra”, mas para transformar conceitos e quebrar estigmas tão presentes.
Não se pode mais conviver em uma sociedade que ainda fecha os olhos para questões como salários mais baixos, desigualdade na concorrência de uma vaga de emprego, falta de acesso à educação e à saúde e insegurança. Enquanto cidadãos, temos o dever de trabalhar e exigir que essas práticas sejam extintas e, com elas, esse racismo velado que enfrentamos.
Sabemos que alguns passos, ainda que tímidos, já foram dados para diminuir essas desigualdades, mas as ações efetivas ainda têm um longo caminho a seguir. Como uma data de reflexão, no Dia da Consciência Negra nada melhor do que seguir os passos deixados por Zumbi dos Palmares e lutar não somente pelos direitos dos negros, mas de todos que sofrem com a falta de oportunidades.
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ResponderExcluirDaqui há pouco, não acontecerá mais o que me contava um amigo. Ao visitar uma grande empresa nacional, foi convidado ao escritório do diretor-presidente.
ResponderExcluirQuando entrou na sala luxuosa, viu do outro lado da mesa não um senhor louro de paletó e gravata, mas uma moça negra e jovem. Levou um choque. A sociedade inteira precisa deste choque de amor e justiça. Dom Pedro Casaldáliga diz: “a solidariedade é o novo nome da sociedade humana; a ternura dos povos”.